Como pescar no Hotel MS (e onde saem os peixes raros)

Em resumo: No Hotel MS a pesca tem três tempos: você lança a vara, espera entre dois e seis segundos pela picada e puxa dentro de uma janela de pouco mais de um segundo. Quanto mais longe da margem você pescar, mais raro pode ser o que sair: na margem um peixe mítico aparece muito de vez em quando, e em mar aberto — que só se alcança de barco — é onde mais aparecem.

Por Miguel Arechaga

De tudo que tem no Hotel MS, a pesca é o que mais vicia e o que mais gente pergunta como funciona. Não é um botão que dá prêmios ao acaso: é preciso estar ali, escolher o lugar certo e puxar na hora exata.

Aqui está tudo o que você precisa saber para não ficar só olhando a vara na água.

Onde se pesca

O lugar é a Praia do Norte, um quarto público ao qual você chega pelo menu do hotel. Tem costa curva, mar em várias profundidades, um paredão de rochas com farol e um píer de madeira que entra na água.

Espalhados por ali há catorze pontos de pesca agrupados em quatro zonas, e a zona faz muita diferença:

Os três tempos da vara

Pescar é sempre a mesma coisa, e por isso dá para aprender numa lançada só:

  1. Você lança. Nesse instante o servidor já sorteou qual peixe está no seu anzol, de acordo com a zona em que você está.
  2. A picada acontece entre dois e seis segundos depois. Você não sabe quando, então tem que ficar de olho.
  3. Você puxa dentro de uma janela de pouco mais de um segundo. Se você se precipitar ou se distrair, o peixe escapa — e a lançada é gasta do mesmo jeito.

Esse segundo curto é toda a dificuldade da coisa, e é o que faz fisgar um peixe raro valer a pena.

Raridades: por que a zona muda tudo

Os peixes têm cinco raridades, do comum ao mítico, e cada zona tem as suas próprias probabilidades. A diferença não é um detalhe: um peixe mítico na margem é uma raridade entre milhares de lançadas, enquanto em mar aberto entra dentro do possível numa sessão com paciência.

Acima de tudo está o mar aberto, a zona mais generosa do jogo, à qual não se chega a pé: é preciso pegar um barco em La Barquera e sair pela barra.

E tem uns peixes de brincadeira espalhados por aí — o Peixe Sudoku, o Peixe Bilhar, o Tubarão de chapéu, a bota velha — que não valem muito, mas rendem uma boa história.

A coleção, as escamas e os quadros

Cada espécie que você pesca pela primeira vez entra na sua coleção com número, desenho, quantas vezes você já pescou e o seu recorde de tamanho. As descobertas pagam escamas em dobro, então a primeira vez de cada peixe é a que mais compensa.

As escamas 🐚 são uma moeda à parte: só servem para uma coisa, trocar por quadros. E os quadros são móveis de verdade: chegam na sua mochila e você pendura no seu quarto com o mesmo Decorar de sempre, com a moldura mudando conforme a raridade do peixe. Para trocar o quadro de um peixe, claro, é preciso já ter pescado ele antes.

Se quiser ver uma coleção inteira pendurada, dá uma passada na Galeria do Pescador.

As temporadas: peixes que só picam em alguns meses

Além dos peixes de sempre, existem três temporadas que se revezam mês a mês:

Cada uma traz os seus próprios peixes e muda a luz da praia: entardecer quente, noite fechada com lua e estrelas, ou brilhos dourados. Como são três temporadas e doze meses, o calendário se repete igual todos os anos: isso é de propósito, para você saber quando volta o peixe que escapou de você.

Fora do seu mês, os peixes de temporada não picam, mas continuam na sua coleção com cadeado, e o que você já pescou nunca é apagado.

La Barquera: onde quem manda é a maré

La Barquera é um vilarejo de pescadores com sua ria, sua ponte de arcos, sua vila sobre o rochedo e seu farol. E tem uma coisa que nenhum outro lugar do hotel tem: o chão se mexe.

A maré sobe e desce de verdade, um ciclo completo a cada hora, e não é só enfeite: cada quadrado tem a sua altura, então o banco de areia que fica debaixo d'água na maré cheia vira areia firme na maré baixa. Ali, uns vinte e oito minutos de cada hora, libera a mariscagem: não tem pontos fixos, você marisca onde pisar enquanto estiver seco.

Na ria há catorze espécies que não aparecem na praia, e a partir de um pontão dá para subir num barco: aí o mundo vira do avesso, a água se pisa e a terra não, e dá para cruzar a barra até o mar aberto.

O momentão e o ranking de pescadores

Quando um peixe lendário ou mítico dá a picada, a tela inteira vira uma festa: confete, raios girando, o peixe enorme em pixel art, as suas estrelas de raridade e quanta gente já tem ele — ou se você é o primeiro do hotel a pescar ele. De quebra, já vem pronta uma imagem para compartilhar, em formato story e em quadrado.

E tem o ranking de pescadores: manda quem tem mais peixes diferentes, não quem mais pescou. A sua linha aparece lá embaixo mesmo que você esteja em tricentésimo lugar.

Os limites, para você não estranhar

Para a economia do hotel não sair do controle, existem alguns limites, e é melhor já conhecer:

Nada disso se nota jogando um pouco; é só para que ninguém se instale no píer com uma macro.

Perguntas frequentes

Quantas vezes posso pescar por dia?

Cerca de quarenta lançadas por dia, com segundo e meio de espera entre uma e outra. A coleção e as escamas não têm limite: o que é limitado são as Moedas MS que a pesca paga.

Se a temporada acaba, eu perco os peixes que já peguei?

Não. O que você já pescou nunca é apagado. Os peixes de temporada param de picar fora do seu mês, mas continuam na sua coleção, e o quadro deles pode ser trocado do mesmo jeito.

Preciso pagar para pescar bem?

Não. A vara, as zonas, as temporadas e os quadros se conseguem jogando. As escamas, além disso, são uma moeda fechada: não se compram nem se convertem em Moedas MS.

A praia está aberta agora mesmo, e a maré de La Barquera não espera por ninguém.

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